A história de um amor

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Amor

Os olhos dela o perfuravam,  o mundo caia em volta, e os dois, nem ao menos percebiam. Mantinham – se entregues um ao outro, vivendo uma história única,  que nem um filme jamais retratou.  Ah, estavam apaixonados, estavam sim, incapazes de encontrar paz longe dos olhos do outro, uniam suas mãos,  suas bocas e seus corações, e tinham apenas um objetivo,    amar intensamente.

Veja bem, ele lhe recitava os mais belos poemas, e ela, lhe fazia juras de amor. E no fim, eram os dois, no banco da praça, o vento que corria frio, aconchegada em seus braços, as horas pareciam não passar. E mais uma vez, nada mais ousava existir, eram o momento, o toque suave, o abraço apertado.

E quando os olhos se fechavam, lá estava o sorriso, e eram incapazes de traduzir, qualquer parte do que sentiam, a cada lembrança, juravam, sentiam outra vez.

Era noite, a lua cheia a encantar os apaixonados, eram dois, eram um. E eles dançavam, ao som de sua música, passos pequenos e vagarosos, apoiada em seu peito, ouvia lhe o coração a bater, e a cada passo, agradeciam por estar ali. Sorrisos frouxos e a lentidão ensinando a encantar.

Ah, eles se amavam, amavam sim, um ao outro, a sua história, o que eram juntos. Amavam como loucos. Amavam e conquistavam, a cada dia, uma nova história para chamar de sua. Amavam, e o amor que construíram, era melhor que nos livros, era real. E o fim desta história, não existe,  ainda  amam.

Tayná Bravin

Mais uma Vez

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Mais Uma Vez
 
    Está bem, paro começo de conversa, quem você pensa quem é? acha mesmo, que pode chegar quando a solidão me domina, me mostrar o mundo alem dela, e embarcar nesse trem? Antes não tivesse me mostrado, tudo aquilo que preciso, por que agora você parte, dizendo que me ama e que me quer bem. Suma da minha frente, ou melhor, fique mais um pouco, me explique essa bagunça, que só você entendeu, não me jogue novante, neste lugar escuro, ele nunca me fez bem.
   Sei o quanto isto é egoísta, e dito isto, espero que entenda que você não pode escolher ir embora, espero que perceba que não pode ignorar meu chamado, que não faz sentindo me deixar gritando por ti, que não pode me deixar implorando que fique. Espero que diga-me que não é tão simples quanto pegar uma mala, enche-la com coisas necessárias e lembrar-se onde está o cartão de embarque, espero que diga que não quer ir, e fique, fique mais esta noite, diga a todos que perdeu o trem e que isso lhe foi dado por sinal, que não pode ir embora, porque eu estou aqui.
    Você esta entrando em um trem que te levara para longe, você diz que me ama, me pede que entenda, mas quem pensa que é, me pede que o espere, mas a vida não há de me esperar, siga comigo, ou ao fique mais esta noite, me deixe chorar em seu colo, me explique de novo seus mil motivos para partir, não seja capaz de me deixar fingir um sorriso, você sabe que é mentira, mas como eu você também finge, e assim você parte, eu me silencio, não sei implorar, se pudesse, se quisesse, ficaria. assim você parte, dizendo que volta e eu que te espero, ambos conhecemos bem esta mentira, só acredita quem quer, é impossível voltar ao passado, é impossível impedir o tempo de passar, assim cada um segue por uma direção, hoje você estra nesse trem me fazendo juras de amor, amanha, eu embarco jurando a alguem, mas nem eu nem você retornaremos a esta estação, nos sabemos, mentimos, acreditamos, partimos, essa não foi a primeira, e não sera a ultima vez.
Tayná Bravin

Rosa Seca

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Rosa Seca
   Uma rosa seca, foi tudo o que restou, suas pétalas, antes tão vermelhas e vibrantes, agora caem roxas e amargas, não perdeste seu encanto, agora mais sóbrias, mórbidas talvez, guardam meus longos dias. 
   Uma única rosa, que as paginas de um livro mantiveram quase que intacta através do tempo, tem em si o segredo de uma historia mais bela. Ainda lembro, o dia que chegaste até minha mãos, recordo me bem do sorriso que lhe ofereci em resposta, talvez o mais sincero de toda uma vida. Não foi a rosa, mas seu significado que me conquistou, pois mais que a rosa, foi teu gesto, mais que o momento, a lembrança. 
   Estranhamente, são as coisas mais simples que me encantam, esta rosa, um olhar, um sorriso espontâneo, a essas coisas não ouso resistir, me entrego, pois são esses detalhes que quebram o gelo, que atravessam a alma, prendendo-se a memoria, tornando-se válvula de escape para os dias ruins. 
Tayná Bravin

Uma Dose de Dor

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Meu caro,

    Sei que, palavras de dor, não servem de consolo a ninguém, mas são tão belas, que não ouso esquece-las. És uma tarde chuvosa, e conforme a dança, a melancolia cai sobre todos os apaixonados desta província, a todos aqueles, cujo coração foi ferido, aos jovens, aos senhores, a quem soube amar, mesmo que por um breve segundo, é uma tarde de lágrimas, descongelando por dentro, a medida que esfria por fora.

  Amigo, as lembranças são como facas, onde quer que toquem, cortam. Suas marcas, podem ser leves e passageiras, ou como as que possuo, profundas e eternas. Volto a repetir, olhe pela janela, chove la fora, essas águas borraram-me a maquiagem, revelando minhas feridas, assim me isolo, pois são só minhas, a única ligação que mantenho a todos aqueles que partiram.

    São tão minhas, que sem elas, não posso existir. Veja bem, milhões de outras vezes, com todo exagero, me disseram para abandona-las, esquece-las, peço, com toda educação, que não repita tais palavras, pois elas me tornaram quem sou, e ouso acreditar, que um dia, alguém ira amar minhas grosseiras imperfeições. 

Senhorita.

Tayná Bravin

Só Me Faça Esquecer

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   Só me abrace forte e me faça esquecer que existe um mundo lá fora. Me tire um pouco desta bagunça, mesmo que seja só por algumas horas, eu não quero lembrar, que existem regras e costumes, nem mesmo pensar em qualquer atitude que precise ser tomada, só desejo não precisar de nada por alguns segundos, pois tudo isto, tem me feito tão mal, me tornado tão só.

   Por alguns dias, gostaria de não ser a moça educada ou  a garota rebelde, não ouvir nada que não seja o silêncio, não quero lutar batalhas que deveriam estar vencidas, me desligar de tudo de me fere tanto. Mas se não tem jeito, se alguém precisa estar a frente, estou aqui, me prontifico e me apresento.

   Eu juro, não quero julgar como sou julgada, mas nada que vejo possui o menor sentido, não quero o que o mundo oferece a todos, pois é pequeno e sofrido, quero o destino de poucos, e isso suga tudo de mim, não ouso desistir, nem ao menos reclamar. Só peço mesmo; um dia de paz antes de partir.

Tayná Bravin

Eu Quero Mais

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   O mundo gira, mais rápido do que eu consigo acompanhar, o tempo passa, e permaneço aqui, rodeada de mistérios pequenos, tão fáceis de decifrar. Todos nós, preferimos a duvida, a emoção imaginaria, um eterno ciclo, um caminho sem volta, chame como quiser, mas a verdade, é que estamos presos, presos em nossas mentes, em mundos pequenos.

   Não observamos, toda essa dimensão a nossa volta, e quando ela se aproxima, a transformamos em monstros, como aqueles, que moravam em baixo de nossa cama, e assim, matamos nossas poucas oportunidades.

   Mentes brilhantes, precisando de algum choque, daqueles de realidade, realidade inventada, por olhos que nunca se arriscaram. Vidas seguras, empregos pequenos, problemas normais, o que pode dar errado, é comum, testado e comprovado.

   Mas me recuso, não compro essa ideia, não me atrevo a sonhar pequeno e não espero acontecer. Me entrego, quero o melhor, o maior e o mais bonito, de qualquer futuro que escolha, porque posso, e posso porque desejo, e desejo pela certeza de que sou capaz.

   Ainda ei de mudar muito, mas não como julga a sociedade, já não seria eu, estaria morta como todos os outros, e em meu corpo, alguma espécie de robô criado para servir. Não me entregarei a uma morte tão lenta, pois qualquer mundo que eu crie, é melhor que esse conformismo medonho.

Não julgo suas crenças, só essa mania de deixar que ela resolva problemas humanos.

Tayná Bravin

Manhãs de Chuva

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     Sei que hoje é um dia de chuva, mas por favor, não escreva uma longa e criteriosa dissertação sobre ela, sei que á beleza nisto, mas é clichê demais para o meu bom gosto, hoje não, perdoa-me a indelicadeza e não me jogue outra vez na melancolia. Peço apenas, a paz deste dia calmo, o silencio quebrado apenas pelo barulho da chuva no telhado, não quero, de forma alguma, entender o seu significado oculto, não quero conhecer as lembranças que ela te traz, e não, não quero entender a vida e qualquer significado que ela tenha.

     Chove lá fora, minha mente vaga, pensando no tudo e em nada, uma xícara de chá, um livro de cabeceira, por hoje, juro, isso me basta.

  Permaneço até mais tarde na cama, afinal, ninguém cumpre mesmo um compromisso em dia de chuva, fico nesta cama quente, mais confortável que nunca, após uma noite bem dormida, aconchego-me nela e ignoro, que estou completamente sozinha, pois nunca estive tão em paz. Sabe, é sempre bom estar em sua companhia, mas hoje, fico grata por este silêncio. 

Tayná Bravin

Um Fim Necessário

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Um fim necessário

     Investimos em um grande amor, vencemos, pois de qualquer maneira é preciso um sentimento muito forte para unir duas pessoas por tanto tempo. Conseguimos até aqui, mas tudo um dia chega ao fim. Isso me assusta, mas não me destrói, me empurra pra frente. 
     Descobri, que não faltou amor, faltou tudo, mas ele esta aqui, de pé, firme e ferido. Enquanto nada mudava diante dos meus olhos, uma guerra era travada dentro de mim, tudo que havia por dentro se quebrava, tanta dor transbordava silenciosamente durante as madrugadas, e eu me calei tentando conte-la. Meu pior erro ou quem sabe a mais sabia decisão, pois completamente sozinha, fui capaz de me redescobrir. 

     Duvidei assim do que sentia, ignorei e busquei em mim os últimos vestígios de esperança, me agarrei a todos aqueles sonhos que criamos, lembrei-me, todos os dias, que voltaria, mas não foi suficiente, uma hora tudo acaba, toda construção desaba, e meu mundo inteiro foi ao chão. Um fim necessário, pois apesar do amor, eu já não era inteira.
     Mudei, cresci, entendi. Precisei seguir em frente, por mim, eu me escolhi.
Tayná Bravin

Moleque

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Moleque
    Ele troca de amor como troca de roupa, mente com mais frequência do que toma café, machuca, se faz de coitado, da dó, até você conhecer. Deixa por ai milhões de corações partidos, injusto, diz apenas que o mundo é assim. Malandro, se aproveita da fragilidade, se faz tímido até conquistar, da seu bote, depois parte. Só mais um moleque bom de lábia que ainda à de terminar sozinho. 
    Talvez um dia, acorde e perceba, que de esperto pouco tem, é um fraco que nada possui, um qualquer, facilmente substituído. Um dia ele aprende, que cada sorriso vira lagrima, que seus deboches o fizeram sozinho, muito se divertiu, mas na hora da dor, não á ninguém, jogado no chão do quarto, sem saber onde errou, condena o mundo, culpa a todos, incapaz de se assumir autor de sua desgraça, a ele apenas nosso velho ditado, só colheu, o que plantou. 
Tayná Bravin

Só Ele

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Só Ele
Existe nele, algo que me fascina, talvez seja o olhar que me prende ou o sorriso que me acalma, deve ser algo em sua voz ou em sua expressão alegre e cansada que me permite confidenciar qualquer coisa, ele tem algo que me encanta, alguma coisa entre a determinação do homem e a ansiedade do menino, talvez sejam suas palavras doces ou a voz manhosa de quem tem sono.
Há algo de muito especial nele, algo no modo como me segura e na maneira com que me olha, pois quando ele chega, o mundo inteiro se reduz a nada, e assim descubro, o que ele tem é paz, contudo, ele diz que está paz está comigo, retorno assim ao inicio, pois está nele o que preciso, termino sem maiores respostas, pois é ele, a força dele, o carinho dele, a presença dele, que resgata o melhor de mim. 
 Tayná Bravin