Atenção

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   Temos uma mania horrível, olhamos tudo e não vemos nada, não sentimos e ainda assim,  julgamos. Me fale, qual é o segredo nos olhos de quem está ao seu lado neste  momento, o que se move ao toque mínimo do vento, quem sorri. Me diga, o que acontece ao o seu redor, qual a beleza naquilo que vê, se tem algo que garanto, e que ela existe e está em algum pormenor.

   Entre tantas armadilhas, estamos mais seguros em um futuro, que não chega jamais, sempre a frente, nunca aqui, nunca é agora, um erro tão fatal, que leva a morte enquanto o coração ainda bate.

   A pista seca lentamente, o sol, tímido, começa a se mostrar, os carros passam tão depressa, alheios a uma beleza tão próxima, logo acima, um fim de tarde esplêndido, nublado, de modo que ao longe pode-se ver réstias de luz. Com tanta pressa de chegar, negligência – se a viagem, que no fim, é tão mais linda, ou igualmente bela, ao topo da montanha. A vista que temos de lá, é um caminho trilhado silenciosamente por estas curvas sinuosas.

Tayná Bravin

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