Uma Dose de Dor

Usada (3)

Meu caro,

    Sei que, palavras de dor, não servem de consolo a ninguém, mas são tão belas, que não ouso esquece-las. És uma tarde chuvosa, e conforme a dança, a melancolia cai sobre todos os apaixonados desta província, a todos aqueles, cujo coração foi ferido, aos jovens, aos senhores, a quem soube amar, mesmo que por um breve segundo, é uma tarde de lágrimas, descongelando por dentro, a medida que esfria por fora.

  Amigo, as lembranças são como facas, onde quer que toquem, cortam. Suas marcas, podem ser leves e passageiras, ou como as que possuo, profundas e eternas. Volto a repetir, olhe pela janela, chove la fora, essas águas borraram-me a maquiagem, revelando minhas feridas, assim me isolo, pois são só minhas, a única ligação que mantenho a todos aqueles que partiram.

    São tão minhas, que sem elas, não posso existir. Veja bem, milhões de outras vezes, com todo exagero, me disseram para abandona-las, esquece-las, peço, com toda educação, que não repita tais palavras, pois elas me tornaram quem sou, e ouso acreditar, que um dia, alguém ira amar minhas grosseiras imperfeições. 

Senhorita.

Tayná Bravin

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