Acho que Cresci

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Acho que Cresci

    Acordei cedo, fiquei na cama, prolongando uma decisão que já estava tomada, eu preciso aprender a me decidir mais rápido, pensei, ignorando o pensamento com a mesma velocidade com que ele chegara. Sempre fui uma menina alegre, contudo, por dentro, indecisa e tímida. Quem me vê falar assim, jura que estou a me divertir com alguma ironia, mas se olhar a fundo, verá uma doce criança com medo. Meus medos sempre me governaram, levando-me a seguir a risca as ordens que me eram dadas, uma boa menina, diziam, mas fui crescendo, e cada vez mais colidindo com as vontades de ver o mundo. Continuava, mesmo assim, nos trilhos, não me desviava um centímetro do meu destino, tentar outro caminhos, jamais, sempre fora arriscado. Até que percebesse, que os riscos eram mínimos, meios em milhões, foi uma longa jornada, mas você conhece os adolescentes, a curiosidade me vencera, passei a fazer pequenos desvios, sempre com medo, até descobrir que milhões de caminho me levavam ao mesmo local, com todo exagero da palavra, é claro. Foram minhas primeiras decisões, que tão invariavelmente calculadas, obtiveram exito. 

    Agora, acordo e percebo, que certas decisões não podem levar dias para serem tomadas, pois a oportunidade passa, meu medo me segura, e eu me conformo com um simples fiz o que era certo, mas nem tudo é tão certo, meu medo começa a atrapalhar-me, o que antes me guiava, torna-se obstaculo. As perguntas chegam, de todo lado, a todo o memento, decisões pequenas que influenciam todo um dia, já não são perguntas sem importância, já não tenho as desculpas de antigamente, acho que cresci, tive uma palinha dos que meus pais me contavam quando pequena, eles tinham razão, não é tão bom como pensava, é maravilhoso. Um misto de medo, liberdade e responsabilidade, saber que sou inteiramente responsável pelo rumo que minha vida toma, é inebriante, agora, mais que tudo, penso por mim, todos sabemos que era bem mais fácil deixar que me guiassem, aonde quer que eu fosse levada não era culpa minha e eu possuía o direito de reclamar, agora, não ha essa opção, tenho de ir ao fim, pois me foi dado o direito de escolha.
     Posso ser o que quiser, mas não posso ser tudo como a criança queria. Posso ter o que quiser, mas não posso ter tudo como a menina um dia sonhara. Posso ir aonde quiser, mas não posso estar em dois lugares ao mesmo tempo, como a adolescente inocentemente julgara. As responsabilidades chegaram com a liberdade, e de tudo, foi o que mais gostei. Eu me preparei para este momento a vida inteira, mas agora descubro não estar tão pronta assim, foi me dado um motivo para o que lutar, a primeira batalha a vencer, estou eufórica e com medo. Diante das primeira decisões difíceis, mas para minha sorte elas já foram tomadas, que venham as outras, pois a cada dia se tornam mais presentes, cada uma precisando de respostas rápidas, difícil, mas olhe, trace um objetivo, e escolha aquela que mais combinar com ele.
É preciso ter cuidado, pois agora, minhas decisões influenciam uma vida inteira. 
Tayná Bravin
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